Enfermeira assassina continua na Indonésia enquanto extradição está parada

A extradição da enfermeira portuguesa condenada por um homicídio chocante no Algarve continua envolta em atrasos e incertezas. Apesar de estar já detida na Indonésia, o processo para a trazer de volta a Portugal ainda nem sequer arrancou, o que pode prolongar por largos meses o regresso da mulher para cumprir a pena de 23 anos de prisão a que foi condenada. A fugitiva já deixou claro que vai tentar travar a extradição, abrindo caminho para uma longa batalha judicial.

O crime remonta a 2020 e deixou o país em choque. A antiga profissional de saúde foi condenada pelo assassínio de Diogo Gonçalves, um jovem informático que tinha herdado cerca de 70 mil euros. De acordo com a investigação, a vítima terá sido drogada e asfixiada num plano pensado para roubar o dinheiro, num crime cometido com a ajuda da companheira da suspeita.

Depois da condenação definitiva, a mulher fugiu para a Indonésia, onde chegou a trabalhar num café e levou uma vida aparentemente normal durante vários meses. Só mais tarde foi localizada e detida. Agora, tudo depende dos complexos mecanismos legais internacionais para que a condenada regresse finalmente a Portugal e enfrente a justiça.

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