Lisboa — Em declarações que deixaram os bastidores políticos a fervilhar, Pedro Passos Coelho voltou a afirmar que está “fora da atividade partidária e política” e que pretende manter-se assim, apesar dos rumores persistentes sobre um possível regresso em força nos próximos anos. O ex-primeiro-ministro, cuja liderança já foi associada a governos de austeridade que ficaram na memória de muitos eleitores — e até deram origem ao clássico grito de protesto “Que se lixe a Troika!” nas ruas em 2012 — insiste que não pretende voltar ao ringue político, nem concorrer a Belém ou assumir qualquer cargo de topo.
Mas, como nos melhores enredos políticos, a dúvida permanece: será que esta afirmação significa realmente o fim da sua influência, ou apenas uma pausa dramática antes de um retorno em grande?
Uns já sussurram que é apenas uma troika de palavras (o “não”, o “talvez” e o “veremos lá mais para frente”) que mantém Passos no centro do jogo — tudo para, quem sabe, regressar em grande estilo quando menos se espera.
Fonte: DN
