Luís Montenegro levou esta terça-feira, 22 de setembro, uma mensagem de confiança económica aos investidores norte-americanos. Na cerimónia de encerramento da sessão da Bolsa de Nova Iorque, o primeiro-ministro apresentou Portugal como um país aberto ao capital estrangeiro e insistiu na solidez das contas públicas, na redução da dívida e nas reformas destinadas a aumentar a competitividade.
A deslocação acontece num momento em que o Governo procura reforçar a atratividade externa da economia portuguesa. Perante representantes do setor financeiro e empresarial, Montenegro defendeu que Portugal tem condições para captar mais investimento dos Estados Unidos, associando essa ambição à estabilidade orçamental e à transformação do modelo económico.
Excedente prometido para este ano
O chefe do Governo garantiu que Portugal deverá voltar a apresentar um excedente orçamental em 2026. A afirmação foi feita durante a passagem pela praça financeira nova-iorquina e surge depois de o Executivo ter colocado a disciplina das contas públicas no centro da sua comunicação económica.
Montenegro afirmou também que Portugal deverá crescer acima da média europeia. A declaração foi acompanhada por um apelo direto aos investidores norte-americanos para que reforcem a presença no país, numa estratégia que junta a promoção da economia portuguesa à divulgação das reformas em curso.
O Governo sustenta que a redução da dívida e a contenção dos custos de contexto podem criar melhores condições para novas empresas e projetos de expansão. Entre as prioridades apresentadas está a necessidade de tornar a economia mais competitiva e de facilitar a atividade empresarial.
Uma operação política e económica
A presença do primeiro-ministro em Wall Street teve uma dimensão económica evidente, mas também funcionou como uma montra política para a narrativa do Executivo sobre as finanças públicas. A mensagem transmitida foi a de que Portugal pretende deixar de ser visto apenas como um destino turístico ou imobiliário e quer afirmar-se como plataforma para investimento e negócios.
As garantias apresentadas aos investidores terão, contudo, de ser acompanhadas pelos resultados da execução orçamental e pela evolução da economia até ao final do ano. O excedente anunciado continua dependente do comportamento da receita, da despesa pública e do crescimento económico nos próximos meses.
