Os tripulantes de cabine da EasyJet iniciaram uma greve que ameaça provocar perturbações nos voos com origem ou destino em Portugal durante cinco dias consecutivos. A paralisação começou na sexta-feira, 2 de outubro, e está prevista até terça-feira, 6 de outubro de 2026, abrangendo o fim de semana prolongado do 5 de Outubro.
O aviso de greve foi apresentado pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e inclui os dias 2, 3, 4, 5 e 6 de outubro. O mesmo aviso prevê ainda uma nova paralisação entre 19 e 23 de dezembro, numa altura de forte procura devido às viagens de Natal.
Impacto pode sentir-se nos aeroportos
A greve abrange os tripulantes de cabine da EasyJet – Airline Company Limited, sucursal em Portugal. Na prática, a paralisação pode afetar a operação de voos, provocar alterações de horários, atrasos ou cancelamentos e obrigar passageiros a confirmar antecipadamente o estado da sua viagem junto da companhia aérea.
A RTP noticiou que a greve dos tripulantes se prolonga até 6 de outubro, num período que coincide com outras paralisações na administração pública e com possíveis constrangimentos nos transportes. O cenário coloca pressão adicional sobre os aeroportos nacionais, sobretudo Lisboa, Porto e Faro, onde a companhia mantém operações regulares.
Conflito prolonga-se até ao Natal
A existência de uma segunda janela de greve, marcada para dezembro, mostra que o conflito laboral está longe de estar encerrado. O calendário anunciado pelo sindicato cobre cinco dias consecutivos antes da época natalícia e poderá atingir milhares de passageiros caso não seja alcançado um entendimento entre os trabalhadores e a empresa.
Os passageiros com viagens marcadas devem verificar o estado do voo antes de se dirigirem ao aeroporto e acompanhar as comunicações enviadas pela EasyJet. Em caso de alteração ou cancelamento, deverão consultar diretamente a companhia sobre as alternativas disponíveis e os procedimentos aplicáveis.
Até ao momento, o dado confirmado é a existência do aviso prévio de greve e das datas abrangidas. O número final de voos afetados e a dimensão concreta das perturbações dependem da adesão dos trabalhadores e da capacidade da EasyJet para reorganizar a operação.
