Portugal recebeu uma nova promoção nos mercados financeiros. A Fitch subiu a notação da dívida soberana portuguesa de “A” para “A+”, mantendo uma perspetiva estável. A decisão foi conhecida em 4 de setembro de 2026 e voltou a ser destacada no dia seguinte por vários responsáveis políticos.
A melhoria coloca Portugal no mesmo patamar de países como França e Bélgica, segundo a reação do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. O governante considerou a decisão uma demonstração de confiança dos investidores internacionais e um reconhecimento do desempenho financeiro do país num contexto económico e geopolítico ainda marcado por incerteza.
Contas públicas pesaram na decisão
De acordo com a informação divulgada sobre a análise da Fitch, a subida reflete o reforço das finanças públicas portuguesas, incluindo uma trajetória projetada de redução da dívida pública e saldos orçamentais considerados mais fortes do que os dos países comparáveis. A agência também terá valorizado o compromisso político com a prudência orçamental.
A classificação “A+” é atribuída por uma agência privada de avaliação de risco e pretende medir a capacidade de um Estado cumprir as suas obrigações financeiras. Uma nota mais elevada pode melhorar a perceção dos investidores e facilitar o acesso a financiamento, embora não signifique, por si só, uma descida imediata das prestações das famílias, das taxas de crédito ou dos preços no supermercado.
Presidente fala em “excelente notícia”
O Presidente da República, António José Seguro, congratulou-se com a decisão e classificou-a como uma “excelente notícia” para Portugal. Na sua reação, associou a melhoria a uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos portugueses e por uma orientação de responsabilidade mantida por diferentes governos.
A decisão da Fitch surge depois de a Standard & Poor’s ter mantido Portugal na categoria “A+”, com perspetiva positiva, segundo a informação publicada pelo ECO. As restantes avaliações das principais agências continuarão a ser acompanhadas pelo mercado, num momento em que a sustentabilidade da dívida e o crescimento económico permanecem centrais para a credibilidade financeira do país.
