O calor regressa com força a várias zonas do continente e obriga o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar oito distritos sob aviso amarelo. O alerta entra em vigor este domingo, 20 de setembro, às 10h00, e prolonga-se, na maioria dos casos, até segunda-feira, 21 de setembro, às 20h00, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.
Oito distritos no radar
Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo surgem abrangidos pelo aviso meteorológico. Embora o IPMA apresente a listagem por distritos, o impacto poderá variar significativamente entre zonas costeiras, áreas urbanas e vales do interior.
O aviso amarelo corresponde ao segundo nível da escala de risco meteorológico e significa que podem verificar-se situações de perigo para determinadas atividades, sobretudo durante as horas mais quentes do dia. O instituto recomenda o acompanhamento das atualizações oficiais, uma vez que a previsão pode sofrer alterações ao longo do período.
Nem todo o país terá o mesmo cenário
O mapa divulgado pelo IPMA mostra que Beja, Portalegre, Vila Real e Viseu permanecem sem aviso de tempo quente nesta atualização. Também os arquipélagos da Madeira e dos Açores não apresentam, no quadro consultado, alertas associados a temperaturas máximas elevadas.
A diferença entre regiões não elimina, contudo, a necessidade de precaução. Em cidades densamente urbanizadas, o asfalto e os edifícios podem intensificar a sensação térmica, enquanto em zonas rurais a exposição prolongada ao sol pode agravar o desconforto e o risco de desidratação.
Proteção Civil acompanha evolução
O aviso surge num período em que o país continua especialmente atento à conjugação entre calor, vento e estado da vegetação, fatores que podem dificultar operações de emergência em caso de incêndio rural. A população deve seguir as indicações das autoridades, evitar comportamentos de risco e consultar os canais oficiais antes de realizar atividades prolongadas ao ar livre.
O IPMA indicava, na última atualização consultada, que o aviso poderia ser revisto em função da evolução meteorológica. A recomendação é simples: confirmar a previsão local antes de sair e não assumir que a ausência de alerta num distrito significa condições idênticas em todo o território.
