A Proteção Civil reforçou esta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, o dispositivo de prevenção e combate aos incêndios, numa altura em que o calor mantém vários distritos sob aviso amarelo e mais de 60 concelhos apresentam perigo máximo de incêndio rural.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) garante que existem meios preposicionados para acelerar a resposta às ocorrências, sobretudo nas zonas do interior, consideradas as mais vulneráveis devido à combinação entre temperaturas elevadas, vegetação seca e menor humidade.
Aviões prontos para intervir
O reforço inclui vigilância aérea armada. Segundo Carlos Mata, adjunto de operações da ANEPC, foram organizadas quatro zonas com parelhas de aviões anfíbios capazes de abastecer rapidamente e atuar sobre fogos nas primeiras fases. A estratégia pretende reduzir o tempo entre a deteção de uma ignição e a chegada dos meios de ataque inicial.
A autoridade admite que o atual episódio de calor em setembro não é, por si só, inédito. O problema está na persistência das condições adversas e no número de ignições registadas, que mantém as estruturas de emergência em alerta elevado. A ANEPC sublinha, por isso, que o estado de prontidão abrange todo o território continental, ainda que o risco seja particularmente expressivo nas regiões do interior.
Calor prolonga pressão sobre o território
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou vários distritos sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. A previsão aponta para a continuação do tempo quente nos próximos dias, com parte do território a permanecer sob influência de uma massa de ar quente e seco transportada do interior da Península Ibérica.
As autoridades apelam a cuidados redobrados com qualquer atividade que possa provocar faíscas ou chamas. A utilização de máquinas, ferramentas e equipamentos em zonas rurais deve respeitar as restrições em vigor, enquanto a população é aconselhada a comunicar de imediato qualquer coluna de fumo através do 112.
O dispositivo pode ser reforçado ou ajustado em função da evolução meteorológica e do número de ocorrências. A prioridade, segundo a Proteção Civil, é travar os incêndios ainda pequenos, antes de ganharem velocidade e ameaçarem povoações, estradas ou áreas florestais de maior dimensão.
