Uma massa de ar quente vinda do Norte de África está a transportar partículas em suspensão para o arquipélago da Madeira, com possíveis efeitos na qualidade do ar durante os próximos dias. A previsão foi divulgada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, pela Direção Regional do Ambiente e Mar.
Fenómeno natural mantém-se em evolução
De acordo com a informação oficial, os modelos meteorológicos apontam para a persistência deste episódio de transporte de poeiras. O acréscimo de concentração de partículas PM10 associado às fontes naturais poderá chegar a 10 microgramas por metro cúbico.
As partículas PM10 são suficientemente pequenas para permanecerem no ar e podem provocar uma aparência turva no horizonte, reduzir a visibilidade e deixar depósitos de poeira em superfícies exteriores. A intensidade do fenómeno pode variar ao longo do dia e entre diferentes zonas do arquipélago, dependendo do vento e da evolução da massa de ar.
Continente também permanece sob ar quente
A mesma informação regional indica que Portugal continental continua sob a influência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África. Para este sábado, 26 de setembro, estão previstas oscilações térmicas sobretudo nas regiões costeiras, mas sem alteração do domínio desta massa de ar quente sobre grande parte do território.
A previsão descritiva do Instituto Português do Mar e da Atmosfera aponta para céu pouco nublado ou limpo em várias regiões, com possibilidade de nebulidade matinal no litoral Norte e Centro. O vento deverá soprar de norte ou noroeste, por vezes com maior intensidade nas serras do litoral Centro.
Monitorização deve continuar
As autoridades regionais recomendam o acompanhamento dos índices diários de qualidade do ar através da plataforma QualAr, gerida pela Agência Portuguesa do Ambiente. A informação disponível permite verificar a evolução das concentrações de partículas e distinguir entre diferentes zonas do arquipélago.
O episódio descrito pelas autoridades é de origem natural e não corresponde, por si só, a uma situação de emergência. Ainda assim, pessoas especialmente sensíveis à poluição atmosférica devem acompanhar a evolução dos indicadores oficiais e reduzir a exposição ao ar exterior se sentirem agravamento de sintomas respiratórios.
