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Portagens podem levar novo rombo às carteiras a partir de janeiro

A atualização estimada para 2027 chega aos 3,82%, mas o valor final ainda depende dos dados definitivos da inflação e da decisão do Governo.

Os condutores portugueses podem enfrentar uma nova subida nas portagens das autoestradas a partir de 1 de janeiro de 2027. A atualização estimada é de 3,82%, segundo os cálculos baseados na inflação de outubro, mas o valor ainda não está fechado.

Inflação dita aumento

O cálculo resulta da taxa de inflação homóloga sem habitação no continente, que, de acordo com os dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística em 30 de outubro de 2026, terá atingido 3,72%. A esse valor soma-se 0,1 pontos percentuais previstos no acordo celebrado com as concessionárias após o travão imposto às portagens em 2023.

Na prática, a subida estimada para a generalidade das autoestradas aproxima-se dos 4%. Ainda assim, não significa que todos os lanços tenham exatamente o mesmo aumento: o valor final depende das regras de cada concessão e das propostas apresentadas pelas empresas.

Decisão só chega em dezembro

As concessionárias têm de entregar ao Governo, até 15 de novembro, as propostas de atualização para o ano seguinte. O Estado dispõe depois de 30 dias para se pronunciar, o que coloca a decisão final em dezembro.

O referencial usado para o cálculo também ainda será confirmado pelo INE. A divulgação definitiva da inflação de outubro está prevista para 11 de novembro. Até lá, a estimativa de 3,82% deve ser lida como uma indicação e não como uma tabela final de preços.

Exceção na travessia do Tejo

A fórmula não se aplica integralmente a todas as infraestruturas. As portagens da Lusoponte seguem uma referência própria, baseada na inflação de setembro, pelo que a atualização da Ponte 25 de Abril e da Ponte Vasco da Gama poderá ser diferente da aplicada nas autoestradas abrangidas pelo regime geral.

O aumento surge num contexto de pressão renovada sobre os preços. A inflação homóloga global chegou aos 3,8% em outubro, segundo os dados preliminares do INE, enquanto as famílias continuam a enfrentar custos elevados em energia, combustível e transportes.

Se a estimativa se confirmar, viajar de carro nas autoestradas ficará novamente mais caro no início de 2027. O impacto concreto dependerá do percurso, da concessionária e de eventuais decisões políticas tomadas durante a preparação do próximo ano.

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