A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou uma nova vaga de protestos a nível nacional, num braço-de-ferro com o Governo que deverá prolongar-se até outubro. A estrutura sindical exige respostas para problemas salariais e operacionais e admite avançar com diferentes formas de luta caso não seja alcançado um compromisso formal.
Pressão aumenta até ao outono
De acordo com a informação divulgada em 10 de setembro de 2026, o plano inclui um abaixo-assinado e manifestações. A ASPP pretende ainda organizar uma grande concentração nacional em outubro, para a qual deverá convidar estruturas representativas da Guarda Nacional Republicana.
A associação sindical estabelece como condição para travar os protestos a existência de um compromisso juridicamente vinculativo relativo à valorização salarial dos polícias a partir do início de 2027. A exigência coloca a negociação remuneratória no centro do conflito e aumenta a pressão sobre o Ministério da Administração Interna numa fase em que o Governo prepara as principais decisões orçamentais para o próximo ano.
Esquadras sem meios e falta de policiamento
A ASPP justifica a mobilização com aquilo que considera serem falhas persistentes no funcionamento da PSP. Entre os problemas apontados estão a falta de recursos em esquadras, a ausência de viaturas de patrulha e a redução do policiamento de proximidade.
A direção sindical tem também criticado o cancelamento de reuniões de negociação que, segundo a associação, estavam previstas e tinham sido dadas como garantidas pelo Governo em 2024. A ASPP contesta ainda a atuação da direção nacional da PSP, acusando-a de não contrariar opções governativas que considera erradas.
Governo ainda não desarma o conflito
Até ao momento, as informações divulgadas não indicam que tenha sido alcanado um acordo capaz de travar o calendário de protestos. Também não foram anunciados, nas fontes consultadas, detalhes sobre datas, locais ou eventuais impactos concretos das ações na prestação de serviço policial.
A contestação surge num contexto de reivindicações mais amplas entre forças de segurança. Além da ASPP, outras estruturas sindicais da PSP e associações da GNR têm reclamado reuniões com o ministro da Administração Interna e ameaçado avançar para protestos caso não obtenham respostas.
O próximo passo deverá ser a concretização do calendário anunciado pela ASPP. Se não houver compromisso sobre os salários e as condições de trabalho, outubro poderá transformar-se no momento de maior pressão sindical sobre a tutela.
